Agorismo, soberania e nacional-libertarianismo

A tática exposta por Konkin consiste na prática sistemática de boicote ao Estado e à economia regulada, especialmente agora que estamos debaixo de um governo meta-corporativista submisso aos banqueiros e a serviço dos grandes monopólios nacionais e internacionais. O simples ato de preferir um carrinho de hot-dog a uma grande corporação de fast food ou de optar pela compra de uísques contrabandeados em detrimento daqueles em prateleiras das grandes redes de supermercado já contam. Comprar na feira direto do produtor rural é sempre melhor do que as outras opções. Dê preferência a quem produz orgânico. Fortaleça as boas iniciativas.
As novas tecnologias descentralizadas ou descentralizadoras podem ser grandes aliadas neste processo de transformação, facilitando o anonimato, quebrando barreiras físicas e conectando verdadeiros libertários agoristas com interesses em comum: a criação de uma sociedade descentralizada e ao mesmo tempo soberana. Por isso além da prática agorista, que visa construir um mercado genuíno e independente, é necessário que neste processo tenhamos um Estado que garanta a mínima soberania nacional, libertando-nos das amarras dos monopólios corporativistas e dos banqueiros que sugam o sangue da nação por meio do endividamento sistemático provocado por um sistema socioeconômico insustentável. O Estado deve atuar como um criador de condições para que as iniciativas locais sejam fortalecidas. O BNDES, por exemplo, deve ser utilizado como o Banco do Povo de Proudhon, subsidiando a aquisição de propriedades rurais e ao mesmo tempo elevando o padrão da indústria nacional. As empresas brasileiras devem reinar no mercado brasileiro e não as multinacionais. Esse é o papel do BNDES, não financiar monopólios estabelecidos como vem ocorrendo, fazendo com que tais corporações tenham uma vantagem imensa em relação as empresas de livre iniciativa às custas de juros baixos subsidiados com impostos pagos pela população.
Agorismo no micro e nacionalismo no macro. Em outras palavras, nacional-anarquismo.

Texto de Lacombi Lauss, editado por Marcio ADN.

 

 

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